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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Confraria do Chá Verde na Liberdade.

Confraria do Chá Verde

Especilista em chás, Sofia Nanka Kamatani propõe agregar novo sabor ao cotidiano do brasileiro com a cultura do chá verde.


No próximo dia 26 de fevereiro, sábado, acontece o primeiro encontro da Confraria do Chá Verde, no Kohii café. O curso de aproximadamente uma hora mostra algumas peculiaridades do matchá – ou chá verde – a bebida mais consumida no Japão.

Tradicionalmente apreciado nos países asiáticos, hoje esta variedade de chá começou a ser consumida também fora da Ásia ganhando mercados nos países ocidentais, como o Brasil, devido ao diferencial de seu sabor e suas propriedades terapêuticas.

A cultura desse chá inspirou diferentes formas de prepará-lo e hoje é saboreado não só na infusão, mas também em refrescos e na culinária. A Confraria do Chá pretende introduzir uma nova percepção do sabor único dessa erva, que nesse primeiro encontro é degustada em drinques, como o Marchá gelado com pedaços de kanten (ágar-ágar) e doces preparados com exclusividade pela chef Priscilla Herrera, do Banana Verde, como o Creme brulée e a Éclair de chá verde.

O local escolhido para a realização do curso é o Kohii Café, um novo espaço no bairro da Liberdade que mescla gastronomia e cultura. É uma combinação de galeria, livraria e café, cujo intuito é ser um espaço para apreciação de manifestações da cultura japonesa.

Serviço:

Confraria do Chá Verde

Kohii Café

Rua da Glória, 326 – subsolo – Liberdade

www.kohii.com.br

Informações:

e-mail: alocurso@gmail.com

cel.: 11- 6314-3878 (Sofia)

Data: 26 de fevereiro de 2011

Horário: 14:00 horas

Duração: aproximadamente 1 hora

Valor: R$ 100,00 (pagamento pode ser realizado no dia ou via depósito bancário identificado)

Mais informações e fotos em alta definição:

Kalinka Merkel

Tel.: 55 + 11 3205-3965 / 9256-8355

kalinkawmerkel@gmail.com



quarta-feira, 6 de agosto de 2008

11 Festival do Japão


De 18 a 20 de Julho, no centro de exposições Imigrantes, participei do grande evento 11 Festival do Japão. Tres dias de muito sol, uma pequena mostra do Japão, uma viagem falada com informações em língua portuguesa. O público degustou os pratos de várias províncias do Japão e produzidos pelas mãos dedicadas dos voluntários: homens e mulheres , jovens e idosos. Alguns pratos eram super disputados como o já popular tradicional Yakisoba e também o menos conhecido o okonomiyaki, "panqueca japonesa" de Hiroshima e Wakayama. Os doces como o tempura de sorvete, oshiruko e motis também muito procurados. Para quem queria aprender arte do sumiê, do origami, do kirigami entre outros tiveram a chance de conhecer nos workshops oferecidos pelos artistas. Depois de tudo isso, descançar assistindo as apresentações de Taiko, Dança, artes marcias e miss festival do Japão. Para quem perdeu tem no ano que vem.




































quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Ano do Brasil na França 2005 - A imigração Africana de Comores em Marselha
























Hoje tive uma notícia de mais um falecimento de uma personalidade politica muito importante, é o segundo neste ano. Figuras míticas que fizeram história no cenário nacional como descendentes de japoneses. Senti muita tristeza.

Três meses atrás faleceu a minha avó, tinha 96 anos. Nasceu no Japão, na província de Shimane, casou com 22 anos e com a familia do meu avó e em 1929 eles viajaram de navio em direção ao Brasil.

Duas personalidades que simbolicamente representavam a comunidade e a minha avó aonde sinto, ou sentia um elo muito forte de ligação com o Japão.

Enquanto meus pais trabalhavam, a minha avó criava e educava pela tradição aonde a primeira lingua foi a japonesa e depois aprendi a portuguesa. Com as perdas sinto que as minha raízes ficaram mais distantes como também é distante o Japão. É a causa da minha tristeza.

Fotografando a cidade de Marselha e os Imigrantes Comorianos. Eu vi que tinha muito das questões dos meus avôs quando chegaram aqui como a falta de amparo, a dificuldade da língua, adaptação da alimentação a cultura e principalmente carregam dentro de si de um dia voltar a sua terra natal com a sensação de missão cumprida. Quando fotografava os comorianos haviam brilhos nos olhos e um sorriso que não entendemos. É isso, isso é a vida.

Imigrantes que fogem da guerra, da miséria e da tirania em busca de encontrar em algum lugar a paz e a esperança e quando conquistam e superam as suas dificuldades e construindo uma outra vida em um outro lugar são realmente vencedores. Que força é essa do imigrante?

Nasci aqui e sou brasileiro.

Agradeço a Comunidade Comoriana, a Fundação Japão, Projeto Sampaca e ONG Ato Cidadão, meus ancestrais e amigos.

Marcus Kiyohide Iizuka

20/05/2005


www.atocidadao.org.br/sampaca
sampaca.free.fr/bresilanthropophage/marcuslizuka.html